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Até que ponto os marketplaces são rentáveis para o lojista?

| Blog do Guia | junho 17, 2017

Até que ponto os marketplaces são rentáveis para o lojista?

 

 

Os marketplaces têm se destacado no mercado por oferecer produtos de diversos fornecedores e marcas, aos moldes de um shopping virtual. É uma modalidade de negócios lucrativa para o pequeno lojista e atrativa para o consumidor.

Em um ambiente one-stop-shop, o cliente compara preços e efetua o pagamento em uma única transação, gerando comodidade e rapidez. Mas fica a pergunta: para quem expõe os produtos nesses espaços, quais são as vantagens? Como fazer para aumentar a eficiência do canal online? Comissionar o marketplace entre 15% a 20% é rentável para o lojista?

Para o engenheiro da computação, João Calice, o modelo em questão pode prover diversos serviços ao lojista contratante, sendo o mais comumente adotado no Brasil aquele que engloba uma maior gama de serviços como geração de tráfego (mídia), exposição dos produtos, billing (cobrança no cartão de crédito) e gestão da fraude. Esses são os modelos de negócios que Walmart, Extra.com e Submarino, por exemplo, utilizam.

Para o lojista, assinala Calice, o grande benefício é a alocação mais eficiente desses recursos que são melhores distribuídos nos marketplaces, de forma que o negócio se torne mais rentável. “Por exemplo, ao comprar um produto no Walmart, o mesmo se responsabiliza pela transação do consumidor junto à bandeira, independente de quem e de qual for o produto comercializado. Mas como o volume de transações no Walmart é muito alto, o custo do mesmo com a adquirente é menor”, explica.

Calice ressalta que com menor investimento, é possível o lojista expor os produtos em sites reconhecidos no mercado e se aproveitar do tráfego, mídia, visitas e relevância em SEO para incrementar as vendas e diminuir os custos operacionais.

Para ilustrar melhor as vantagens para a exposição de produtos no marketplace, Calice cita o exemplo de duas empresas de pequeno porte, faturando R$ 100 mil por mês: a empresa “A”, que vende apenas pela loja online, e a empresa “M”, que comercializa apenas através do marketplace. “Na tabela a seguir, vemos que a empresa “A” tem custos com marketing, adquirente e gateway, antifraude e a própria fraude apurada que totalizam 17,5% dos custos efetivos, enquanto esses custos para a empresa “M” são de responsabilidade do marketplace”.

A conclusão que Calice chega é a de que como o marketplace é realizado por grandes empresas, os custos que o mesmo tem para atrair clientes e realizar a sua operação com os aspectos de marketing, adquirente e gateway, antifraude é diluído, e, portanto, menor. “Por exemplo, o custo do adquirente (bandeira de cartão de crédito) para a empresa de pequeno porte pode chegar a 5%, enquanto que, para a de grande porte, é de menos de 2%”, destaca. Dessa maneira, afirma Calice, enquanto no marketplace é, supostamente, gasto entre 8% por esses serviços, a empresa “A” gasta 17,5%. “Qualquer valor acordado de comissionamento abaixo de 17,5% gerará aumento na margem de contribuição da empresa ‘M’”, completa.

“Como exemplo, vamos citar um varejista que paga 15% de comissionamento ao marketplace por esses serviços “prestados”. Com isso, observamos um aumento de 45% na margem de contribuição final da empresa ‘M’ se comparada à empresa ‘A’, conclui.

Conforme Calice, para que um lojista participe de um marketplace, é importante que ele avalie primeiramente o posicionamento que o próprio ambiente possui. “A escolha do marketplace coerente com o posicionamento do produto está diretamente relacionado ao volume de transações que será gerado. Além disso, deve-se realizar as contas na ponta do lápis para ver se o negócio é, de fato, rentável”, recomenda Calice.

 

Fonte: https://ecommercenews.com.br/

 

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